28/09/2009

Fomos amor, mas ambos estavam comprometidos. Ele, com sua natureza aprisionada. Ela, com sua infância impossível. (Clarice Lispector)
Meu pai sempre me disse que meus únicos defeitos são: Ser doce e ser educada demais. De fato. Eu assumo. Já a minha mãe diz que eu nasci com 40 anos de idade e por isso sou arrogante demais para aceitar pessoas burras, vazias e sem perspectiva de vida. De fato. Assumo isso também. Sou de muitos preconceitos, mas aceito todas as formas de amar e de viver. Tenho minhas críticas e, ainda assim, prefiro guardá-las para mim. Sou um pouco arrogante mesmo. E acho até que ela tem mais razão que meu pai. Não me envergonho de ter uns conceitos e pespectivas de vida antiquados ou de ser feminina (falo de ser feminina e não feminista) e muito menos de ser uma neurótica complusiva por organização. Tudo é planejado. Como qualquer pessoa madura suficiente faz. Como diria a Lya Luft a maturidade me permite olhar com menos ilusões, aceitar com menos sofrimento, entender com mais tranquilidade e querer com mais doçura, nos últimos dias essa tem sido uma verdade dolorosa. Nunca me senti tão velha e tão fora de órbita como agora, eu nunca quis tanto ficar em casa só com as minhas coisinhas. Eu nunca desejei tão loucamente dormir por uma semana inteira e esquecer desse mundo louco, que não entende meu jeito singular de viver. Eu nunca quis me desligar da internet, dos meus projetos e das minhas coisas, como agora. É o tédio inevitável das férias. Da vontade de jogar tudo no mar, como diria um amigo meu. Mas ai eu lembro que tenho dezenas de mensagens no orkut pra responder; e que eu tenho um blog pra atualizar; e que eu tenho mil planos pra fazer; e que eu tenho que atualizar a droga do twitter; e responder e-mails; e que eu prometi aquela amiga que iria almoçar com ela no próximo fim de semana; e que eu disse que levaria meus irmãos para curtir as férias; e que eu tenho 57676 relatórios pra traduzir; e que eu tenho uma tonelada de papel em cima da mesa pra por em ordem; e uma lista de planos meticulosamente planejados a serem seguidos por mim. Então eu paro, finalmente, de me iludir com minha complicada filosofia e começo a ser racional, a colocar tudo em ordem e aceitar essa droga de vida complicada que eu planejei para mim mesma.

por que eu não nasci uma porra louca?

Outro dia depois de um daqueles shows de mpb que eu costumo ir, eu e uma amiga resolvemos comer uma pizza e colocar o papo em dia. Foi uma daquelas conversas descontraídas que vão da sensibilidade do Chico Buarque até o designer da luminária do restaurante. E no meio de tantos assuntos, ela me confessou: "Sabe, Paulinha... às vezes eu me pergunto por que eu não nasci uma porra louca". Foi uma coisa inusitada, mas não me surpreendeu. Afinal, eu já me peguei fazendo essa mesma pergunta em frente ao espelho. Dezenas, centenas, sei lá quantas vezes: "Por que eu não sou uma porra louca?", "Por quê?", "Por quê?"... Provavelmente eu estaria muito mais feliz agora, teria uma lista maior de ex-namorados e não teria que me preocupar com coisas bobas como tentar entender o pensamento dos alquimistas européus do século XIII. Quando se é uma porra louca não é preciso muito para sobreviver. Não é preciso cds do Debussy, livros da Jane Austen, fotos em preto e branco, tabelas periódicas, filmes européus ou perfumes personalisados. Quem precisa dessas coisas quando a felicidade tá logo ali: naquela baladinha super badalada. Para quê passar anos planejando um futuro promissor se ele tá logo ali: uma vidinha mais ou menos, sem nenhuma dúvida existencial, morna e com churrascos nos fins de semana. É tudo mais simples. Só é imitar e ir levando. Para quê juntar dinheiro para conhecer Paris ou ralar para manter a média da faculdade alta? Quem precisa conhecer Paris ou ir a faculdade? Eu moro num país tropical, lindo e azul. A terra do carnaval e do silicone e eu me preocupando em conhecer Paris. Quem precisa disso? Eu decidi. Vou ser uma porra louca. É isso. Sai da frente desse espelho e para de falar sozinha, sua neurótica. Eu quero ir na balada e dançar até me acabar. Eu quero encher a cara no barzinho brega da esquina da faculdade. Eu quero ir no show da banda de pagode que tá bombando. Eu não quero mais ter que me preocupar com o amor, aquecimento global ou aulas de inglês. Porra louca não sofre por amor, só é mandar a fila andar e tá tudo certo. Deixa? Vai. Para de falar sozinha e vai ser uma porra louca. "Não". Não. Por que não? Não deve ser tão difícil. "Não". Por que não, sua maluca? É mais fácil e nem vai doer. "Não". Meu Deus. E por que não? Eu já me faço essa pergunta há quase 10 anos. Mas só dia desses a vozinha suave, que mora dentro da minha mente me disse: "Não, porque você escolheu isso. Lá atrás, em algum lugar do seu passado, você optou por viver e não ter uma vida mais ou menos".
Só por você eu dei até o que eu não tinha. Já não pago um preço tão alto por tão pouco. Faço questão de me lembrar otempotodo. O preço é meu, o problema teu! Cresça o quanto for. Choro o que não me cabe dentro e sangro em todas as cores. Meu mundo é colorido. Não vivo pela metade o que é inteiro. Você foi quem não quis entender que o mundo era de nós dois.

Decifra-me, mas não conclua. Eu posso te surpreender.

Mulheres tarja-preta, contra-indicadas, que causam dependência física e psíquica. Com elas, não há de vez em quando; toma-se uma dose já se desejando outra.

Fernanda Young

love is what the trouble is.

O amor é irrancional, eu lembrei pra mim mesma.
Quanto mais você ama alguém, menos sentido as
coisas fazem.

Steph Meyer.

Esqueça as possibilidades de que falei.

Cuidado com o que diz. Você foi o primeiro a não cumprir nosso trato! O passado não foi o bastante pra lhe convencer que o futuro seria bem grande, só eu e você. Quando a lembrança com você for morar e bem baixinho de saudade você chorar, vai lembrar que um dia existiu um alguém que só carinho pediu e você fez questão de não dar, fez questão de negar. Dentro, um grito em silêncio pelo amor que foi em vão. Você teve todas as suas segundas e terceiras chances. E desperdiçou. Vai mentir outra vez dizendo que me quer? Você finge muito bem, mas não tente me provar o que você não consegue provar nem para si mesmo. Seja verdadeiro uma vez na vida, pelo menos com você!
O vínculo entre nós não era do tipo que podia ser quebrado com a ausência, a distância ou o tempo. E por mais especial, lindo, inteligente ou perfeito que ele pudesse ser, estava tão irrevercivelmente tranformado como eu. Assim como eu sempre pertenceria a ele, ele sempre seria meu.
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Steph Meyer.

07/09/2009

INTER!!

Campeão de tudo, e agora?
Ainda não se sabe se há água, e portanto vida, em Marte. Uma das luas de Saturno parece ter um ambiente propício para a vida orgânica, mas também não é certo. Talvez estejamos sós neste canto do Universo. É pouco provável que não exista vida em algum lugar das trilhões de galáxias além da nossa, mas estas não nos interessam. Esperamos, isto sim, que haja organismos quer cresçam, se desenvolvam, formem civilizações e comecem a jogar futebol em planetas teoricamente acessíveis para que se possa pensar num campeonato do sistema solar. Senão o INTERNACIONAL não vai ter mais nada para ganhar!"


Luís Fernando Veríssimo

05/09/2009

"Eu não me preocupo tanto com o que acham de mim. Quem geralmente acha, não achou, nem sabe ver a beleza dos meus avessos, que nem sempre eu revelo. O que me salva não é o que os outros andam achando de mim, mas o que Deus sabe a meu respeito. Eu só dou valor às palavras e pensamentos produtivos, construtivos, normalmente vindos de pessoas que me amam verdadeiramente."
Padre Fabio de Mello