17/03/2010

Era mais um dos desenhos que fazia quando o coração falava. Cheio de cores. Verde de esperança, rosa de amor, azul de paz, vermelho de saudade... E como mágica, dobrou o papel fazendo um pedido. Foi pro quintal esperar  um pássaro-pombo para levar o bilhete-desenho até alguém. Alguém que espera com a tristeza na mão. Ela só queria dividir algumas cores num desenho que fizesse alguém sorrir por pouca coisa. Alguém que a reconhecesse da mesma cor. Cinza ela não era. Isso já sabia. Do meio da passarinhada toda, saiu uma pomba branca, redonda de tão gorda- com cara de quem não tinha tempo a perder.
Enrolou o desenho na perna da Dona Pomba que saiu voando. E os olhos da menina acompanharam até onde a vista alcançava. E num suspiro de sorriso agradeceu. Afinal, não é todo dia que se consegue levar alegria pra alguém.
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