03/05/2010

Desculpe... eu minto.
Minto quando digo que não farei novamente isso com você... que daqui por diante terei cautela...

Não terei, e você sabe disso.

Se algo me encanta, você já sabe onde isso vai dar.
Não me preocupo com a profundidade... mergulho.

E sim, no final é você quem arca com as consequências.

Gosto assim, sem pensar sem prever, sem planejar.
Um dia, depois o outro e depois muitos outros.

Intenso, sem medo, sem análise, sem formulas, sem resultado... inteiro [mesmo que por pouco tempo].

Sou [somos] assim e se de outra forma fosse você não aguentaria. Já teria parado, mesmo que por instantes, só pra conseguir uma nova casa onde exista rotina, sem diferentes ritmos a cada novo [ou velho] olhar.

Você tem medo, mas nem por isso diminui o ritmo... pelo contrario.
Vive saltitante, alternando a batida com uma instabilidade monstruosa seguindo um ritmo próprio.

Sim... você me dá medo.
Enxerga além do que posso ver, antecipa coisas que nem minha imensa imaginação conseguiria supor.

Essa deveria ser nossa ultima chance... talvez seja.

Seria prudente seguir sem maiores sobressaltos, você apenas bombeando o sangue, e eu me contentando apenas em viver, sem sentir.
Nada de sobressaltos no meio do dia, novas paixões ou noites insones.

Mas é claro que isso é mais uma mentira.
Minha e sua.

Não nos contentamos com tão pouco.
As batidas descontroladas fazem parte dessa mistura que somos.
E mesmo ressabiados, seguimos mergulhando sem saber a profundidade e a temperatura da água.

Caso seu medo seja algo incontrolável será necessário um transplante... já que a plantação de juízo não deu certo.
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